O SUMIÇO DAS CONCHAS NAS PRAIAS PODE ESTAR NAS SUAS MÃOS. NOTICIAS OCEAN

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BELEZA PARA DEIXAR NA AREIA

Pode parecer detalhe, mas, mesmo com aquecimento global e poluição, o sumiço das conchas pode estar em suas mãos
A cada ano que passa o número de conchas que aparecem nas praias, em especial as mais frequentadas, diminui. É o que pensam banhistas ansiosos pelas preciosidades e constatam artesãos que trabalham com as conchas como forma de arte e sobrevivência.

As teorias falam em aquecimento global, excesso de protetor solar na água, enfim, desequilíbrio ambiental. A questão pode ser bem mais simples do que essas especulações.

Dois pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) têm uma teoria, em análise ainda. Praias cada vez mais cheias de visitantes são também locais dos quais mais turistas levam recordações. O motivo pode ser a própria coleta.

– Conchas são o quarto item mais colecionado do mundo. Atrás apenas de selos, moedas e cédulas – explica a bióloga marinha Aimê Magalhães, especialista no estudo de moluscos e coordenadora do Departamento de Aquicultura da UFSC.

Observe, mas não leve para casa

Aimê defende que seja feita uma campanha no estilo “olhe, aproveite, bata foto e não leve para casa”. Não modificar esse ambiente, mesmo em áreas mais urbanizadas, ajuda a manter o equilíbrio tênue que há entre as espécies no local.

– Mesmo se o animal estiver morto ele tem uma função no ecossistema. A concha de alguns moluscos já mortos serve de casa, por exemplo, para um crustáceo conhecido como caranguejo ermitão, que a usa – diz o biólogo e oceanógrafo Alberto Lindner, que coordena o projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, executado pela UFSC.

Ele cita o que aconteceu em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. A região tinha uma população grande de uma espécie conhecida como Coral de Fogo e chegou a ser chamada de Oásis Coralíneos na década de 1960. E a coleta – para servir de rocha viva em aquário – praticamente acabou com essa beleza local.

Aconteceu em Santa Catarina também. Uma espécie de estrela do mar, mais alta e com aparência espinhosa teve a população reduzida pela procura para, seca e sem vida, enfeitar a parede de casas de praia. Agora é difícil de se encontrar nos mergulhos, afirmou o pesquisador.

Por isso os especialistas alertam: não remova nada quando for ao mar. Preserve.

Tem explicação:

1 – Ao pegar uma concha na praia, daquelas espiraladas, você pode estar prejudicando animais marinhos.

2 – O animal pode ainda estar ali dentro, tentando preservar a umidade, até que uma onda o devolva ao mar.

3 – A morte do animal vai provocar cheiro ruim e as conchas vão acabar parando no lixo. Duplo desperdício.

4 – Assim você pode privar um animal, como o caranguejo ermitão, de uma nova casa para sua sobrevivência.

5 – Ele usa as conchas abandonadas de animais mortos para a sua proteção, já que não possui uma carapaça tão rígida contra predadores.

6 – Para o meio ambiente, vale mais deixar essa beleza intocada.

7 – E você trocar sua coleção por uma de fotos de conchas.

thiago.santaella@diario.com.br 

THIAGO SANTAELLA

 

 

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