Arquivo para maio \29\UTC 2011

PARECE FOLHA, MAS NÃO É.

Tente imaginar os animais capazes de sintetizar o seu próprio alimento, a partir somente de CO2 e luz solar. Parece até enredo de filme de ficção.

Mas nem tanta ficção assim…

A lesma do mar Elysia chlorotica corresponde à versão real deste filme.

Descrita pela primeira vez em 1870 por A. A. GOULD (http://openlibrary.org/books/OL7247776M/Report_on_the_invertebrata_of_Massachusetts), é encontrada na costa leste dos Estados Unidos e é típica de águas rasas e poças de maré (0-5 metros de profundidade). O tamanho médio é de aproximadamente 30 mm, sendo que o maior exemplar encontrado chega a 45 mm. Esse molusco apresenta a incrível capacidade de absorver cloroplastos de algas e fazer com que eles sejam capazes de realizar fotossíntese.

Quando se alimenta de uma alga filamentosa chamada Vaucheria litorea, ao invés de digerir todo o conteúdo celular da alga, a E. chlorotica vai acumulando os cloroplastos absorvidos em suas próprias células ao longo do sistema digestivo (fenômeno conhecido como cleptoplastia). Os cloroplastos são as organelas responsáveis pela produção de açúcar a partir de luz e CO2, ou seja, pelo processo da fotossíntese. Mas, apenas absorver essas organelas não significa que a lesma do mar já é capaz de produzir o seu próprio alimento.

O grande lance é que a lesma do mar consegue incorparar genes da alga em seu próprio DNA, o que permite a produção de proteínas vegetais responsáveis por manter os cloroplastos dentro de suas células e funcionando por longo período de tempo. Além disso, estudos apontam para a capacidade de E. chlorotica ser capaz também de produzir clorofila, pigmento necessário para o processo da fotossítese.

Pesquisadores da Texas A & M University e da University of Maryland, fizeram um experimento para verificar essa relação de simbiose entre os cloroplastos de Vaucheria litorea e indivíduos de Elysia chlorotica. Indivíduos de E. chlorotica previamente alimentados com V. litorea foram mantidos em aquários sem alimentação e sobreviveram por 8 meses (tempo de vida bem próximo ao observado na natureza), sendo que durante esse período foi fornecido apenas luz e CO2.

É impressionante ver como que a vida não caminha de forma constante. Ver organismos animais funcionando como vegetais é realmente impressionante. Descobertas como essa servem para mostrar que a ciência ainda tem muito o que aprender sobre e com a vida.

E. chlorotica se alimentando e mais informações: http://www.newscientist.com/article/dn16124-solarpowered-sea-slug-harnesses-stolen-plant-genes-.html

Mais informações: http://www.pnas.org/content/93/22/12333.full.pdf+html

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Bate-papo Oceanográfico

Olá Pessoal,

Neste verão os alunos de Oceanografia se aventuraram em alguns paraísos do nosso País. O Daniel ficou um mês em Atol das Rocas realizando um trabalho pelo Tamar, o Breno e o Câue ficaram dois meses em Trindade também pelo Tamar e os alunos do Jean ficaram 20 dias realizando coletas pela Cadeia Vitória-Trindade.

O CA decidiu convidar os alunos para compartilhar os vídeos, fotos, perrêngues e aventuras com todo o curso em um formato de bate-papo. O bate-papo irá ocorrer no IC1 na sala 32 nas próximas 3 terças-feiras. Gostariamos de uma participação em massa dos alunos.

Obrigado,

Centro Acadêmico.

Mergulhador fotografa divisão entre placas tectônicas na Islândia

Olá Pessoal,

Estou postando umas fotos de um fotógrafo britânico na fenda entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia. As fotos são do Parque Nacional Thingvellir, na Islândia. A fenda está a partir dos 24 metros de profundidade e o azul da água impressiona.

A reportagem saiu no G1 no dia 12/05/11
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/mergulhador-fotografa-divisao-entre-placas-tectonicas-na-islandia.html

Valeu,


Notícias Ocean

Previsão Oceânica – Vitória/ES

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